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Autor: Arquiteto e urbanista Thierry Jacquet Fonte: www.phytorestore.com Tradução : Maya Terra Figueiredo Sustentada por diversos grandes programas de pesquisa pelo mundo desde a década de 90, a Phitorestauração ou Bioremediação é o conjunto de tecnologias que utilizam as plantas como principal agente de tratamento da poluição. A bioremediação visa à preservação dos recursos essenciais que são a água, o solo e o ar, mas também o valor social, econômico, ecológico e paisagístico dos locais tratados. Um dos mais celebre exemplos é o programa de tratamento de água da cidade de Nova Yorque baseado na proteção de na criação de zonas úmidas e de florestas. Testada sobre casos cada vez mais complexos e difíceis (solos contaminados com metais pesados ou lixo radiativo) a phitorestauração progride a cada dia em termos de eficiência e de tratamento da paisagem. Vantagens: • As tecnologias de phitorestauração são econômicas para se implantar e utilizar. • É uma solução durável já que permite que a poluição desapareça de um ambiente, assim como renova os recursos. • Elas são benéficas para a saúde da humanidade e para a preservação de ambientes, pois ela elimina e bio-diponibilidade de poluentes. • Elas são mais estéticas que as soluções industriais tradicionais: elas se concretizam com espaços paisagísticos com jardins e beneficiam a sobrevivência das populações. Como funciona 1-Phitocultivação: a colocação de cobertura vegetal limita a infiltração da água, os riscos de lixiviação e impede a dispersão de poluentes na atmosfera. 2- Phitoestabilização: as plantas e os componentes químicos ou micro-organismos do solo, associados a agentes estabilizadores (serragem, troncos de arvores, ferro, manganês,...) bloqueiam certos poluentes, reduzindo a sua mobilidade ou os absorve dentro de sua biomassa (raízes, tronco e folhas). 3- Phitoregeneração: a criação de um solo rico em matéria orgânica e microorganismos permitem a neutralização de poluentes ao mesmo tempo em que assegura o desenvolvimento de vegetais úteis: florestas, culturas de algodão ou linho... 4- Phitosequestro: certos poluentes dos solos ou do ar (partículas, germes,...) podem ser aprisionados de forma irreversível dentro de filtros vegetais. As soluções ativas:
5-Rizofiltração: o tratamento das poluições orgânicas - demanda biológica de oxigênio (DBO) e demanda química de oxigênio (DCO), as matérias em suspensão (MES) nas águas servidas ou nas águas de processos industriais são facilmente tratadas com certas plantas que desenvolvem uma forte rizosfera nas zonas úmidas artificiais. Essa técnica em forte desenvolvimento se chama de “terras úmidas construídas” nos paises algo saxões. 6- Rizodegradação: certos poluentes orgânicos ou de hidrocarbonetos podem ser biodegradados por microorganismos que quebram a estrutura de suas moléculas. Essa biodegradação e favorecida pela atividade macrobiótica ao redor das raízes que favorecem a emissão de açucares, ácidos e álcoois que contem carbono que os micro-organismos utilizam como fonte de alimentação. 7- Phitoextração ou Phitoacumulo: alguns poluentes (metais pesados, fósforo, nitrogênio) podem ser absorvidos por certas plantas e suas raízes. Essa técnica é, todavia limitada pela capacidade de bioacumulação dos vegetais utilizados e necessita de poda ou manejo anual. A biomassa é então ou compostada para reciclar os metais ou incinerada. Ela representa um volume (então um custo) bem módico que aquele que seria necessário para tratar os solos contaminados pela simples incineração; 8- Phitodegradação: as enzimas das plantas quebram os componentes poluentes, e até mesmo as mineralizam em 100%. 9- Phitolixiviação: as planas ou as arvores podem controlar a mobilidade dos poluentes poupando água e favorecendo a criação de um meio aeróbico sem se carregar de poluente. Esse processo é particularmente adaptado ao tratamento da poluição dos sedimentos ou do lodo das estações de tratamento urbanas. Trata-se, todavia de um bom controle dos ciclos de oxydoredução e a gestão da evapotranspiração. 10- Phitovolatização: os poluentes-especialmente do nitrogênio e do selênio – tornados não –disponíveis após seu trajeto no interior das plantas, se evaporam da superfície das folhas.
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